Séculos de enchentes urbanas

Fevereiro/2015 – atualizado em 9 de abril/2019

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Alagamento no centro do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil.

As enchentes não são novidade na história do Brasil e já foram abordadas em artigos publicados em HCS-Manguinhos. No artigo Da higiene à construção da cidade: o Estado e o saneamento no Rio de Janeiro (jul.-out. 1995), o sanitarista Eduardo Cesar Marques analisa a implantação e gestão dos serviços de saneamento básico na cidade entre o início da problematização das questões sanitárias, em meados do século XIX, e a década de 1920. A análise discute a relação entre a estrutura dos serviços montada pelo Estado, o espaço urbano e os interesses envolvidos.

Em 2012, HCS-Manguinhos publicou resenha de Pedro Eduardo Mesquita de Monteiro Marinho do livro Meio ambiente, saneamento e engenharia no Império e na Primeira República, fruto de pesquisa realizada por Simone Fadel no Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade de São Paulo (USP). O livro analisa a questão da urbanização e do saneamento, com destaque para o papel dos engenheiros. A autora investiga a Comissão Federal de Saneamento da Baixada Fluminense, instituída em 1910 e extinta em 1916, que teve como atribuição propor obras para o saneamento de rios, de modo a restituir à agricultura e à pecuária um trecho de cerca de quatro mil quilômetros nas imediações da capital do Rio de Janeiro. Com esse objetivo, a Comissão realizou um levantamento completo da bacia hidrográfica da região, o que até então inexistia.

Em Política de saneamento básico no Brasil: discussão de uma trajetória, Ana Cristina A. de Sousa e Nilson do Rosário Costa (vol.23, n.3, jul./set. 2016) demonstram que a posição de dominância das empresas estaduais de saneamento condiciona o processo decisório da política pública de saneamento no Brasil. 

As enchentes urbanas propriamente ditas são o tema de um dossiê publicado na revista anual do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro de 2014. Os artigos tratam de enchentes e inundações desde o século XIX no Rio de Janeiro.

Saiba mais:

Dossiê sobre enchentes urbanas – Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro – 2014

Inundações no Rio de Janeiro (1850-1930): Um caso de injustiça ambiental? – Artigo de Daniel Dutra Coelho Braga publicado nos Anais do XV Encontro Regional de História da Anpuh

Narrativas de um Dilúvio Carioca: memória e natureza na Grande Enchente de 1966, artigo de Andréa Casa Nova Maia e Lise Sedrez (História Oral, v. 2, jul.-dez. 2011)

Fotogaleria de enchentes históricas de O Globo

Leia em HCS-Manguinhos:

Saneamento é saúde? O saneamento no campo da saúde coletiva, artigo de Paulo Rubens Guimarães Barrocas, Flavia Franchini de Mattos Moraes e Ana Cristina Augusto Sousa (vol.26, n.1, jan./mar. 2019)

Eliasz Cynamon e o Programa do Rio Doce (Sesp): contribuição de fontes para a história das ações de saúde e saneamento no Brasil, 1952-1960, artigo de Renato Gama-Rosa Costa, Simone Cynamon Cohen e Camila Nunes Soterio (vol.25, no.1, mar/2018)

Política de saneamento básico no Brasil: discussão de uma trajetória, artigo de Ana Cristina A. de Sousa e Nilson do Rosário Costa (vol.23, n.3, jul./set. 2016)

Entre o saneamento e o meio ambiente: engenharia e política no final do Império e na Primeira República. Resenha de Pedro Eduardo Mesquita de Monteiro Marinho. ( vol.19, no.1, mar 2012)

Um esquecido marco do saneamento no Brasil: o sistema de águas e esgotos de Ouro Preto (1887-1890)Alberto Fonseca e José Francisco do Prado Filho. (vol.17, no.1, mar 2010)

“O Brasil não é só doença”: o programa de saúde pública de Juscelino Kubitschek, artigo de Gilberto Hochman (vol.16, suppl.1, 2009)

Los circuitos del agua y la higiene urbana en la ciudad de Cartagena a comienzos del siglo XXartigo de Álvaro León Casas Orrego (vol.7, no.2, , oct 2000)

Da higiene à construção da cidade: o Estado e o saneamento no Rio de Janeiro – Artigo de Eduardo Cesar Marques em formato PDF  (jul.-out. 1995)

 

 

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