Saúde reprodutiva, triste realidade

Dezembro/2014

Vivian Mannheimer | Blog de HCS-Manguinhos
Cassia Paigen Roth

Cassia Paigen Roth

Em outubro, dois casos trágicos no Rio de Janeiro trouxeram à tona uma realidade ignorada na recente corrida eleitoral: as milhares de mulheres que que já morreram ou morrerão em decorrência de abortos clandestinos. Uma dessas mulheres foi Jandira dos Santos Cruz, mãe de dois filhos. O ex-marido de Jandira disse que uma mulher a levou a uma clínica de aborto e ela nunca mais foi vista. Para a polícia, Jandira morreu durante o procedimento e o corpo foi mutilado para evitar a identificação.  O outro caso  foi o de Elizangela Barbosa, de 32 anos, também morta após procurar uma clínica de aborto. Para nos ajudar a entender essa realidade e seus antecedentes históricos, conversamos com Cassia Roth, candidata ao doutorado em História da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Sua pesquisa discute o controle da fertilidade (aborto e infanticídio) e a saúde reprodutiva (abordo, gravidez e parto) no Rio de Janeiro entre 1890 e 1940. Nesta entrevista ao Blog de HCS-Manguinhos (em inglês), Cassia explica a relação entre as políticas voltadas para a reprodução no início do século XX no Brasil e a situação atual da saúde reprodutiva da mulher no país. Leia em HCS-Manguinhos: Direitos femininos no Brasil: um enfoque na saúde maternaLeite, Ana Cristina da Nóbrega Marinho Torres and Paes, Neir Antunes (set 2009, vol.16, no.3) Reprodução, sexualidade e poder:as lutas e disputas em torno do aborto e da contracepção no Rio de Janeiro, 1890-1930, Silva, Marinete dos Santos (dez 2012, vol.19, no.4) A dinâmica hospitalar da Maternidade Dr. João Moreira, em Fortaleza, nas primeiras décadas do século XXMedeiros, Aline da Silva (set 2013, vol.20, no.3) ‘Barrigão à mostra’vicissitudes e valorização do corpo reprodutivo na construção das imagens da gravidez, Vargas, Eliane Portes (mar 2012, vol.19, no.1)

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