Rondon e o telégrafo na Amazônia

Maio/2017

Hoje, 11 de maio, comemora-se o Dia da Integração do Telégrafo no Brasil. Sistema que transmite mensagens a longas distâncias usando códigos rápidos, sendo o mais popular o código Morse, o telégrafo foi inaugurado no Brasil em 1852 e firmou-se como o principal método de comunicação para longas distâncias nos séculos XIX e XX, até ser superado pelo telefone.

Entre 1866 e 1886, o Império construiu quase 11 mil quilômetros de linhas telegráficas. Em 1873, o Rio de Janeiro já estava ligado, por telégrafo, a Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Pará. Na primeira década do século XX, o marechal Cândido Mariano Rondon comandou uma Comissão que tinha como objetivo alcançar a região amazônica, construindo linhas telegráficas em plena floresta, além de empreender a inspeção das fronteiras brasileiras com o Peru e a Bolívia e fazer um inventário científico do território percorrido.

Rondon em acampamento

As atividades de construção de infra-estrutura de comunicações realizadas pela Comissão Rondon (1900-1930) notabilizaram-se por seus contatos com sociedades indígenas. Pouco conhecidas são as pesquisas científicas feitas por seus membros indissociáveis dos objetivos de modernização, ocupação e integração do interior do país por parte do então recém-instaurado regime republicano. O artigo Telégrafos e inventário do território no Brasil: as atividades científicas da Comissão Rondon (1907-1915), das pesquisadoras da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz Dominichi Miranda de Sá, Magali Romero Sá e Nísia Trindade Lima, analisa o impacto das atividades científicas da Comissão em áreas como botânica, geologia e zoologia, assim como o inédito campo de trabalho que elas ofereceram para pesquisadores e naturalistas brasileiros crescentemente incorporados às suas diferentes viagens de exploração.

Leia em HCS-Manguinhos:

Telégrafos e inventário do território no Brasil: as atividades científicas da Comissão Rondon (1907-1915), artigo de Dominichi Miranda de Sá, Magali Romero Sá e Nísia Trindade Lima (v.15, n.3, jul./set. 2008)

O medo do sertão: a malária e a Comissão Rondon (1907-1915), artigo de Arthur Torres Caser e Dominichi Miranda de Sá (vol.18, no.2, abr./jun. 2011)

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