Prisões, presigangas e cadeias na Colônia

Janeiro/2014

BR_RJANRIO_PH_0_FOT_02417_017 (1)A fuga de presos do calabouço utilizando uma chave falsa, capturados em companhia de um soldado do regimento dos Dragões, as fugas de presos, os castigos e as condições nas cadeias do Aljube e da Corte, registrados na correspondência das autoridades coloniais, descrevem o cotidiano de suplício dos detentos.

Sujeitos a diferentes penalidades, de morte, de açoites em escravos, de galés até o degredo, os presos eram acusados de crimes variados como porte de arma branca (navalha, faca de ponta, canivete), furtos, desordens, jogo, capoeira, fuga de galés, facada, fuga, embarcar sem passaporte, “violentar mulher”, vadiagem, “preso a requerimento de sua senhora”, “venda de moleque furtado” e “por forçar uma preta a fins ilícitos”, entre outros termos encontrados nos códices da Polícia da Corte.

O sistema prisional, baseado no encarceramento diferenciado e delimitado por penas variáveis, aparece no mundo contemporâneo (ou, pelo menos, na maior parte dele) como concretização por excelência de sanções impostas a indivíduos que quebram as regras estabelecidas pelo grupo social. No entanto, a privação da liberdade e o isolamento como punição — e também reeducação — surgiu na Europa poucos séculos atrás.

A cientista social Viviane Gouvea comenta o tema na Sala de Aula do Arquivo Nacional.

Fonte: Arquivo Nacional

Leia no blog e na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos:

A ‘Boa Morte’ no Rio Colonial – entrevista com Jorge Victor de Araújo Souza, autor do artigo Especialistas em ‘bem morrer’: causa mortis, rituais e hierarquias em um mosteiro do Rio de Janeiro colonial (vol. 20, abril/junho 2013)

Saúde e higiene pública na ordem colonial e joanina – Comentários de Flávio Edler, pesquisador do programa de pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da Fiocruz, para a Sala de Aula do Arquivo Nacional e links para artigos do autor na revista HCS-Manguinhos.

Como viviam e morriam os escravos no Brasil? – Treze artigos inéditos publicados no suplemento Saúde e Escravidão da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (dez/2012)  revelam como viviam, adoeciam, eram curados ou morriam os escravos e os libertos africanos e crioulos no Brasil.

 

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