O Rio do morro ao mar: demolições e comemorações em 1922

Agosto/2013

rio_morro_marA exposição virtual “O Rio do Morro ao Mar: demolições e comemorações em 1922” trata de dois eventos importantes para o Rio de Janeiro, que além de marcar a memória da cidade, consistiram em grandes intervenções no espaço urbano: a demolição do morro do Castelo e a realização da Exposição Internacional do Centenário da Independência.

A mostra tem curadoria da historiadora Renata William Santos do Vale, da Coordenação de Pesquisa e Difusão do Acervo do Arquivo Nacional, e foi produzida exclusivamente para ambiente virtual. Ela visa às comemorações dos 90 anos de desmonte do Morro do Castelo e da Exposição Internacional do Centenário da Independência, dos 170 anos de nascimento do fotógrafo Marc Ferrez e dos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, que acontecerá em 2015.

Para a exposição foram usados unicamente acervos pertencentes ao Arquivo Nacional, principalmente dos arquivos Família Ferrez e Comissão Executiva da Comemoração do Centenário da Independência. Composta por mais de 90 imagens, entre fotografias e documentos textuais ou iconográficos, a mostra está dividida em cinco módulos:

  • De cidade colonial a capital civilizada, examina o projeto de transformação do Rio de Janeiro em uma capital civilizada,vitrine da nascente República brasileira. Imagens de obras de arruamento e embelezamento da cidade contrastam aqui com a extinção dos vestígios coloniais no espaço urbano;
  • A era das demolições: o morro do Castelo, no qual são exibidas cenas raras da demolição do Castelo, produzidas pelos irmãos Júlio e Luciano Ferrez, que se dedicaram a registrar e documentar amiúde o arrasamento do morro, destacando os aspectos técnicos, o ritmo das obras e o papel dos trabalhadores.
  • A era das demolições: o morro de Santo Antônio, dedicado ao aumento do largo da Carioca, que implicou na demolição do chafariz da Carioca e que dá início ao plano de derrubar o morro de Santo Antônio, considerado território quase “selvagem” no coração da cidade, ocupado por favelas e seus moradores “indesejáveis” na visão daqueles que idealizavam a nova capital.
  • Do Castelo à Exposição: o Rio civiliza-se é dedicado às obras de construção do espaço a ser utilizado pela Exposição do Centenário e dos pavilhões e palácios, que ficavam no antigo bairro da Misericórdia, vizinho à praça XV, e na nova avenida das Nações, da Ponta do Calabouço (hoje Museu Histórico Nacional) até o final da avenida Rio Branco.
  • A Exposição Internacional de 1922: memória e civilização, neste módulo, o maior deles, propõe-se um passeio pelos muitos pavilhões e palácios que compuseram a Exposição Comemorativa do Centenário da Independência e pelos espaços públicos de circulação. Nele pretendeu-se discutir a construção de uma memória de civilização e progresso e a desconstrução de uma memória calcada no passado colonial e imperial do Rio de Janeiro, inaugurando sua entrada na modernidade.

A exposição pode ser visitada pelo portal do Arquivo Nacional www.arquivonacional.gov.br ou diretamente pelo sítio de Exposições Virtuais www.exposicoesvirtuais.arquivonacional.gov.br

Fonte: Arquivo Nacional

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