O papel da memória no movimento estudantil universitário durante a ditadura militar

Agosto/2014

Encontro às Quintas discute o movimento estudantil no contexto da ditadura

O Encontro às Quintas recebe no dia 7 de agosto, às 10h, a professora associada de História, Línguas e Literaturas Românicas da Universidade de Michigan (EUA) Victoria Langland. No evento, cujo tema é Mártires, militantes e memória: o papel da memória no movimento estudantil universitário durante a ditadura militar, ela analisará os usos da memória por parte de militantes estudantis durante os “anos de chumbo”, sobretudo depois do AI-5. O evento acontece na sala 407 do prédio da Expansão, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

encontro_as_quintas_7_8_2014

Em sua apresentação, a historiadora mostrará a importância de comemorações de datas significativas, evocação de figuras importantes do passado e o uso dos espaços historicamente significativos para aqueles grupos estudantis que queriam reorganizar o movimento estudantil. Doutora pela Yale University (EUA), ela demostra que o tema de memórias da repressão não se limita a debates pós-ditadura, mas já era parte do processo histórico dos anos do chumbo e da abertura. Victoria Langland é especialista em história da América Latina do século 20, especialmente do Cone Sul. Entre seus temas de pesquisa estão ditaduras, gênero, os usos da memória, movimentos estudantis e sociais e, principalmente as intersecções entre cultura e poder. A historiadora é autora do livro Speaking of Flowers: Student Movements and the Making and Remembering of 1968 in Military Brazil, no qual investiga a transmissão inter-geracional da memória e os laços profundos que conectam sucessivas gerações de estudantes universitários com os manifestantes de 1968. Entre seus artigos, destaca-seComing Home to Praia de Flamengo: The Once and Future National Student Union Headquarters in Rio de Janeiro, Brazil e Birth Control Pills and Molotov Cocktails: Reading Sex and Revolution in 1968 Brazil. A pesquisadora é co-editora da revista The Sixties: A Journal of History, Politics and Culture e do The Brazil Reader: History, Culture, Politics. Victoria Langland tem dois projetos de pesquisa em andamento. Em um deles examina a construção e o desenvolvimento das Vilas Kennedy e Aliança no Rio de Janeiro, buscando explorar o fluxo de ideias transnacionais sobre a pobreza urbana e seu impacto material.  Em outro, trata da história de amamentação e dos bancos de leite humano no Brasil, analisando as transformações nas crenças populares e nas práticas da nutrição infantil ao longo do tempo. Esta edição do Encontro às Quintas integra o ciclo de eventos Ciência e saúde – 50 anos depois do golpe, promovido pela Casa de Oswaldo Cruz para refletir sobre a ditadura militar no Brasil, sob a perspectiva da saúde e das ciências biomédicas, campo no qual a Fundação Oswaldo Cruz desempenhou um papel relevante no período, ao lado de outros atores e forças políticas. Confira a programação completa. Fonte: Portal da Casa de Oswaldo Cruz Leia em HCSM: – Golpe de 64: envolvimento de empresários e da sociedade civil no centro dos debates – Site da Comissão da Verdade da Reforma Sanitária recebe relatos  

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *