O corpo e o saber médico no século XVIII: entrevista com Jean Abreu

Julho/2015

Lucas Samuel Quadros, Vinícius Paulo Gelape e Maria Cristina Rosa
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Jean Abreu

Jean Luiz Neves Abreu, professor do Departamento e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia, autor de vários trabalhos sobre história da religião, da ciência, da saúde e doença, das leituras e da medicina, é hoje um dos principais pesquisadores da história da medicina no Império luso-brasileiro, no século XVIII. Sua aproximação com esse tema se deu, a priori, por meio de pesquisas sobre a história da religiosidade popular em Minas Gerais colonial, assunto que abrange as práticas de cura e concepções de corpo dessa sociedade. Esta entrevista faz parte do trabalho desenvolvido na pesquisa “Levantamento e catalogação de fontes para o estudo da história dos corpos na comarca de Vila Rica (1700-1808)”, que teve por objetivo trazer à luz discussões acerca da historiografia das ciências, mediante a abordagem de questões sobre a medicina no Império luso-brasileiro, temática ainda pouco visitada pelos pesquisadores, principalmente em função das dificuldades de acessibilidade às fontes. Optou-se por tratar, primordialmente, aspectos teórico-metodológicos referentes ao assunto, com o intuito de, a partir da experiência, do conhecimento e dos trabalhos do professor Jean Abreu, focalizar concepções de medicina na América portuguesa, bem como a potencialidade dessa temática. No depoimento, Jean Abreu versa sobre seus estudos acerca da história do corpo, destacando o trabalho com fontes que suscitaram seu interesse por essa temática, especialmente as concepções de medicina durante o século XVIII. Ao falar sobre o livro Nos domínios do corpo: o saber médico luso-brasileiro no século XVIII, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz, dá destaque às principais fontes utilizadas, aos tratados e manuais de medicina, ressaltando a importância de estudar também a circulação e o uso deles. Mais especificamente, aborda os estudos da história das ciências da saúde em Minas Gerais e seus desdobramentos. A entrevista traz também relevantes considerações sobre processos de pesquisa em história das ciências, indica importantes bases de consulta, bem como possibilidades de acesso a tipos documentais ainda pouco trabalhados. Além disso, suscita temáticas para futuras pesquisas a partir do cruzamento de fontes e do entrelaçamento de diferentes abordagens da história, como história cultural, história das leituras e histórias das ciências. Leia a entrevista completa em HCS-Manguinhos: O corpo e o saber médico no século XVIII: entrevista com Jean Abreu, Lucas Samuel Quadros, Vinícius Paulo Gelape e Maria Cristina Rosa (vol.22 n.2 jan./abr. 2015)

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