Mestiço molecular e bioinformático

Las castas. Século 18. Museu Nacional de Virreinato, Tepotzotlán, Mexico.  Fonte: Wikipedia

Las castas. Século 18.
Museu Nacional de Virreinato, Tepotzotlán, Mexico.
Fonte: Wikipedia

Desde as etnias indígenas que povoavam a região do México antes da chegada dos colonizadores espanhóis e de seus escravos africanos até os dias de hoje, a variedade genômica da população mexicana diversificou-se significativamente. Tanto que, no século XX, os mexicanos passaram a ser identificados, como um todo, como mestiços, o que foi fundamental para a consolidação de uma identidade nacional. Mas, de fato, o quão iguais entre si são estes mestiços? Para melhor entender a história e a antropologia da mestiçagem na América Central e investigar fatores relacionados à saúde das pessoas, como por exemplo a propensão ao diabetes ou a eficácia de determinados medicamentos, o Instituto Nacional de Medicina Genômica do México (Inmegen) montou um banco de dados com amostras genéticas de mestiços colhidas em diversas regiões do país e que revelam suas percentagens indígenas, europeias e africanas. Segundo os pesquisadores Carlos López-Beltrán, do Instituto de Investigaciones Filosóficas da Universidad Nacional Autónoma de México, e Vivette García Deister, do Centro de Investigación y de Estudios Avanzados do Instituto Politécnico Nacional, esta abordagem levou à construção de dois objetos tecnocientíficos: o “mestiço molecular” e o “mestiço bioinformático”. No artigo Aproximaciones científicas al mestizo mexicano, os autores investigam as interações entre as “encarnações” ideológicas, culturais e científicas do mestiço.

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