Maria Amélia Dantes destaca a iniciativa de HCS-Manguinhos de difundir as pesquisas feitas fora do eixo Rio-SP

Julho/2019

Maria Amélia Mascarenhas Dantes. Foto: Reprodução/Univesp

Para comemorar os 25 anos de História, Ciências, Saúde – Manguinhos, pedimos a personalidades expoentes da área a darem depoimentos sobre a revista. Quem dá seu testemunho hoje é Maria Amélia Mascarenhas Dantes, professora sênior do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

“Conheço a revista Manguinhos desde seus primeiros números. Em 1994, quando começou a ser publicada, a comunidade brasileira de historiadores das ciências era relativamente pequena. Mas, novos centros de pesquisa e de formação de pesquisadores – entre eles, a Casa de Oswaldo Cruz – estavam dando início a suas atividades, o que levou a um crescimento exponencial da área no Brasil. Neste contexto, a revista se tornou um espaço fundamental de divulgação dos trabalhos dos historiadores brasileiros, em história geral das ciências e em história das ciências no Brasil, e contribuiu para o fortalecimento e a profissionalização da área.

Quanto aos estudos históricos sobre as ciências no Brasil – minha área de atuação -, os volumes editados nestes 25 anos registram como esta área passou por uma crescente diversificação temática e metodológica, e como os pesquisadores se tornaram especializados, não apenas em relação às áreas científicas, mas também em diferentes períodos históricos e contextos sociais.  Neste sentido, ainda me lembro da grata surpresa que tive em 2008, ao receber o volume 15 n.4 da revista Manguinhos dedicado ao tema “Ciências e saúde na Bahia”, no qual os editores explicavam que sua intenção era de difundir a riqueza de uma produção historiográfica que se desenvolvia fora do tradicional eixo Rio – São Paulo. Afirmativa que vinha de encontro ao que, então, eu vinha constatando a partir de conversas com colegas, em eventos ou mesmo em bancas de teses: a presença crescente de pesquisas sobre as práticas científicas nas várias regiões do território brasileiro.

Considero assim que, nestes anos, a revista Manguinhos se tornou uma referência obrigatória para pesquisadores que atuam em história das ciências no Brasil. Uma indicação que sempre faço aos alunos que assistem a disciplina sobre Historiografia Brasileira que venho oferecendo no programa de Pós-Graduação em História Social da FFLCH-USP.”

Leia no Blog de HCS-Manguinhos

HCS-Manguinhos comemora os seus 25 anos com workshop 
O presente e o futuro das publicações científicas de história serão a pauta de encontro de 26 a 28 de junho no Rio de Janeiro

Akira Homma: classificação máxima graças à excelência das publicações
O renomado epidemiologista da Fiocruz destaca a pontuação mais alta de HCS-Manguinhos no sistema Qualis-Capes (A1)

Paulo Gadelha: ‘História, Ciências, Saúde – Manguinhos é joia preciosa da Fiocruz’
Ex-presidente da Fiocruz dirigia a Casa de Oswaldo Cruz quando a revista foi lançada, em 1994

Cecilia Minayo: ‘Que outros 25 anos venham, pois a história não para’
“Há duas formas de avaliar uma publicação científica: sua periodicidade e adequação aos melhores parâmetros de produção; e seu conteúdo e contribuição para a ciência e a sociedade. HCSM cumpre maravilhosamente as duas funções, sendo preciosamente indispensável”.

Nara Azevedo: entusiasta da criação de uma revista única em seu campo
Quando foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz, a pesquisadora conseguiu um orçamento específico para que a revista pudesse produzir versões de artigos em inglês, com o objetivo de lançar a revista em uma plataforma internacional

Nelson Sanjad: “HCS-Manguinhos contribuiu para a profissionalização do fazer editorial no Brasil”
Para o pesquisador, que é editor adjunto desde 2015, a influência exercida pela revista no cenário editorial brasileiro foi muito positiva para elevar o patamar de qualidade das revistas científicas na área das ciências humanas.

Depois do incêndio, registros de importância ímpar
Para Ricardo Ventura Santos, pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e professor titular do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ, HCS-Manguinhos guarda registros de um tesouro perdido.

Bruno Leal: ‘A Manguinhos é uma joia dentre as publicações no campo da História’
Editor do Cafe História destaca o trânsito interdisciplinar e o trabalho competente da equipe de HCS-Manguinhos

Regina Horta Duarte: ‘HCS-Manguinhos se mantém como a melhor revista da área de história no Brasil’
Para a professora da UFMG, a revista teve papel pioneiro no aprimoramento de procedimentos de julgamento entre pares e de excelência de edição

Maria Ligia Prado destaca a amplitude de temas e a perspectiva interdisciplinar inovadora de HCS-Manguinhos
“A revista se tornou uma referência inescapável para quem se dedica ao estudo da história, das ciências e da saúde”, afirma a professora, sobre os 25 anos da revista.

Baixe a apresentação com depoimentos sobre os 25 anos de HCS-Manguinhos em PDF