Livros médicos: tradução e censura em Portugal no século XVIII

Fevereiro/2018

Elementos de Chimica, e Farmacia, por Manoel Joaquim Henriques de Paiva, 1783. Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal.

Será que houve, em Portugal, na segunda metade do século XVIII, um programa oficial de “valorização” da língua portuguesa em detrimento do latim e do francês para textos científicos ou quaisquer outros tipos de textos? Ou as traduções eram apenas parte de um processo de expansão do vernáculo verificado em outras nações do período final do Iluminismo? Teriam as traduções contribuído, de fato, para uma fixação do vernáculo, ao menos entre as elites ilustradas?

No artigo Tradutores médicos e a ideia de tradução em Portugal em fins do século XVIII: o caso dos livros de medicina (vol.24, n.4, out./dez. 2017), Cláudio DeNipoti, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa, analisa livros traduzidos no período de 1770 a 1810 que tinham como objetivos popularizar ideias médicas e instruir agentes políticos e médicos.

O estudo demonstra como as traduções para a língua portuguesa influenciaram o mercado editorial, além de tentar compreender o estabelecimento da norma culta da língua portuguesa em fins do século XVIII. O autor também faz um cruzamento com o que os censores portugueses disseram sobre tais traduções.

Leia em HCS-Manguinhos:

 Tradutores médicos e a ideia de tradução em Portugal em fins do século XVIII: o caso dos livros de medicina, artigo de Cláudio DeNipoti (vol.24, n.4, out./dez. 2017)

Como citar este post:

Livros médicos: tradução e censura em Portugal no século XVIII. Blog de História, Ciências, Saúde – Manguinhos, 2018. Publicado em 19 de fevereiro de 2018. Disponível em http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/livros-medicos-traducao-e-censura-em-portugal-no-seculo-xviii

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