Livro sobre a história da Organização Mundial de Saúde será lançado em maio de 2019

Dezembro/2018

The World Health OrganizationNa sua Constituição, a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca como missão nada menos que a “conquista do mais alto nível de saúde possível para todos os povos”, sem distinção de raça, religião, crença política, status econômico ou condição social. Mas o quanto a OMS perseguiu essa missão desde 1946?
O livro The World Health Organization – A History (A Organização Mundial de Saúde – Uma História, em tradução livre) explora essa questão, observando as origens e os antecedentes institucionais da OMS, assim como seus papéis contemporâneos e futuros.
A obra, a ser lançada em maio de 2019 pela Cambridge University Press, foi escrita pelo editor-científico de HCS-Manguinhos, Marcos Cueto, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Rio de Janeiro, Theodore M. Brown, da Universidade de Rochester, Nova York, e Elizabeth Fee (in memoriam), da National Library of Medicine, Bethesda.
Os autores examinam como a OMS foi moldada no período do pós-guerra e da Guerra Fria, a influência dos EUA e outras abordagens aos cuidados de saúde e seu lugar ao lado de órgãos internacionais concorrentes, como Unicef, Banco Mundial e Fundação Gates. Eles reavaliam o sucesso relativo e o fracasso de campanhas críticas da OMS, desde os primeiros programas de erradicação da malária e da varíola até as lutas com o Ebola hoje.
Para Randall Packard, da Universidade Johns Hopkins, EUA, o aguardado livro escrito por estes três importantes historiadores da saúde não decepciona: “Embora as linhas gerais desta história sejam familiares, este volume extensamente pesquisado e claramente escrito enriquece muito esta história, fornecendo novos detalhes em quase todas as páginas e situando a OMS dentro da história mais ampla da mudança política global.”
Anne-Emanuelle Birn, da Universidade de Toronto, festeja a edição que conta uma história atualizada da Organização Mundial de Saúde. “Os autores revelam a política contenciosa, personalidades e programas através de uma grande narrativa de histórias internas pouco conhecidas”.
Elizabeth Fee, importante historiadora da saúde e da medicina norte-americana, faleceu em 17 de outubro último. Em HCS-Manguinhos, ela publicou, junto com os autores do livro, o artigo A transição de saúde pública ‘internacional’ para ‘global’ e a Organização Mundial da Saúde (vol.13, no.3, set 2006).

 

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