Livro sobre erradicação do Aedes aegypti nas Américas está disponível no SciELO Books

Agosto/2016

erradicacao_do_aedes_aegypti_febre_amarela_fred_soper_e_saude_publica_nas_americas_1918_1968_a_972_1_20160721105811Está disponível para download gratuito no SciELO Books o livro “A erradicação do Aedes aegypti: febre amarela, Fred Soper e saúde pública nas Américas (1918-1968)“, de Rodrigo Cesar da Silva Magalhães, recém-lançado pela Editora Fiocruz. O livro analisa a Campanha Continental para a Erradicação do Aedes aegypti, o primeiro e mais duradouro programa internacional de erradicação já implementado. Lançada em 1947 sob os auspícios da Organização Sanitária Pan-Americana (OSP), então dirigida pelo médico norte-americano Frederick Soper, ela dava continuidade à Campanha Mundial de Erradicação da Febre Amarela, oficialmente iniciada em 1918, após o término da Primeira Guerra Mundial, pela Fundação Rockefeller. A Campanha Continental sintetizava importantes transformações do pós-Segunda Guerra Mundial e sinalizava um novo padrão de relacionamento das organizações internacionais e do governo norte-americano com os países da América Latina, especialmente o Brasil, com maior preponderância destes. Onze países e territórios das Américas, inclusive o Brasil, foram declarados oficialmente livres do mosquito Aedes aegypti durante a XV Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada em Porto Rico em 1958. Este evento faz parte de um importante capítulo da história da saúde que nos conta o autor deste livro, ao analisar o período compreendido entre 1918 e 1968. A segunda campanha dava continuidade à primeira, mas em um contexto internacional renovado. Se, nas primeiras décadas do século XX, as repúblicas americanas mantinham poucos contatos diplomáticos e quase nenhum diálogo em áreas como política e economia, elas começaram a estreitar suas relações no âmbito da cooperação em saúde. Portanto, a reformulação da campanha e seu relançamento “resultaram de uma articulação inédita das repúblicas americanas para combater conjuntamente um problema sanitário que afetava todas elas”, afirma Rodrigo Cesar. O livro nos oferece uma análise original dos esforços envidados no passado recente e subsídios para realizarmos com sucesso este enfrentamento no presente – a recente epidemia causada pelo vírus Zika coloca novamente na ordem do dia o combate sem tréguas ao mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da febre chikungunya. Baixe gratuitamente o livro todo ou os capítulos separadamente Compre o livro impresso na Livraria Virtual da Editora Fiocruz Leia no Blog de HCS-Manguinhos: Aedes, velho inimigo Em aula na Fiocruz, Jaime Benchimol conta as idas e vindas do mosquito que transmite febre amarela, dengue, zika e chicungunha e revela como a saúde pública lida com ele há mais de cem anos Artigo discute o debate científico sobre a propagação da febre amarela na imprensa paulista de 1895 a 1903 Soraya Lódola e Edivaldo Góis Junior, da Unicamp, demonstram as disputas por poder na medicina Campinas: laboratório da febre amarela Em artigo publicado em HCS-ManguinhosValter Martins discute o trabalho da Comissão Sanitária do Estado de São Paulo para conter a doença no fim do século XIX O papel de Havana na busca pelo germe causador da febre amarela no século 19 Steven Palmer, da Universidade de Windsor, Canadá, abordou o tema em workshop sobre doenças tropicais na Fiocruz. Ideias de raça influenciaram diagnóstico da febre amarela no Caribe no início do séc. 20 Tara Innis, da Universidade de West Indies, em Trinidad e Tobago, participou de mesa no workshop sobre doenças tropicais realizado na Fiocruz de 1º a 3 de julho Leia em HCS-Manguinhos: Dengue no Brasil, artigo de Marzochi, Keyla et al.  Jun 1998, vol.5, no.1. Desenvolvimento, ciência e política: o debate sobre a criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, artigo de Magalhães, Rodrigo Cesar da Silva and Maio, Marcos Chor. Dez 2007, vol.14. Teorias sobre a propagação da febre amarela: um debate científico na imprensa paulista, 1895-1903, artigo de Soraya Lódola e Edivaldo Góis Junior, vol. 22, n.3, jul.-set. 2015. Cidade-laboratório: Campinas e a febre amarela na aurora republicana, artigo de Valter Martins, vol.22, n.2, jan./abr. 2015 Antiescravismo e epidemia: “O tráfico dos negros considerado como a causa da febre amarela”, de Mathieu François Maxime Audouard, e o Rio de Janeiro em 1850. Artigo de Kaori Kodama, vol.16, no.2, Jun 2009 A cidade e a morte: a febre amarela e seu impacto sobre os costumes fúnebres no Rio de Janeiro (1849-50)Artigo de Cláudia Rodrigues, vol.6, no.1, Jun 1999 Combates sanitários e embates científicos: Emílio Ribas e a febre amarela em São Paulo. Artigo deMarta de Almeida, vol.6, no.3, Fev 2000 Produzindo um imunizante: imagens da produção da vacina contra a febre amarelaArtigo de Aline Lopes Lacerda e Maria Teresa Villela Bandeira de Mello, vol.10, supl.2, 2003 Da ‘abominável profissão de vampiros’: Emílio Goeldi e Os mosquitos no Pará (1905)Artigo de Nelson Sanjad, vol.10, no.1, Abr 2003 Representação e intervenção em saúde pública: vírus, mosquitos e especialistas da Fundação Rockefeller no BrasilArtigo de Ilana Löwy, vol.5, no.3, Fev 1999 Dengue no Brasil. Marzochi, Keyla et al., vol.5, no.1, Jun 1998 Leia mais: Fundação Rockefeller – Jaime Larry Benchimol (coord.), SciELO Livros

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