Há 85 anos, um zeppelin no Recife

Maio/2015

Zeppelin (LZ-127) sobrevoando o Rio Capibaribe, no Recife. Outubro 1931 / Acervo Jobson Figueiredo

Zeppelin sobrevoa o Rio Capibaribe, no Recife, em outubro de 1931/Acervo Jobson Figueiredo. Clique para ampliar

Em 22 de maio de 2015, a primeira viagem de um zeppelin ao Brasil completou 85 anos. A data marca também a primeira vez que um veículo aéreo cruzou o Atlântico vindo da Europa à América Latina. Para celebrar o acontecimento, foi lançado no Museu da Cidade do Recife o livro “O Zeppelin no Recife”, com 30 imagens selecionadas pelo historiador Dirceu Marroquim e pelo artista plástico e restaurador Jobson Figueiredo, uma das maiores autoridades no Brasil sobre a era dos zeppelins. Uma exposição sobre o tema fica em cartaz até 26 de junho.

As imagens do livro e da exposição fazem parte dos acervos do Museu da Cidade e de Jobson Figueiredo. São fotos antigas, muitas delas inéditas, que mostram cenas do dirigível na cidade e dos bastidores das viagens. Algumas foram clicadas pelos próprios tripulantes do gigantesco dirigível durante a sua passagem pela capital pernambucana. O Graf Zeppelin LZ 127, que tinha 236 metros de comprimento e capacidade para até 25 passageiros, chegou a realizar uma volta ao redor do mundo no início do século passado. Na época, nenhum avião conseguia atravessar grandes distâncias e navios levavam meses para chegar.

Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá. Recife, década de 1930. Fritz Dettmann – Gestern und Morgen - Acervo Jobson Figueiredo

Atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá, Recife, década de 1930. Acervo Jobson Figueiredo. Clique para ampliar

O Recife passou meses se preparando para a primeira visita do Graf Zeppelin. O prefeito à época, Francisco da Costa Maia chegou a decretar feriado municipal e a cidade vivia um clima de festa. Segundo registros em jornais, cerca de 15 mil pessoas e dois mil veículos foram até o bairro do Jiquiá presenciar a chegada do dirigível. A relação do Zeppelin com o Recife sempre foi estudada, mas ainda hoje é pouco conhecida. A cidade mantém intacta a Torre de Atracamento, por onde a tripulação e os passageiros desembarcavam e o dirigível era reabastecido com gás e suprimentos. Única no Brasil, está aberta à visitação no parque científico do Jiquiá.

Serviço:
Exposição “O Zeppelin no Recife”
Até 26 de junho, de terça a sábado, das 9h às 17h
Local: Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, São José, Recife
Entrada: Gratuita
Livro: R$ 30

Leia em HCS-Manguinhos:

Pereira, Geraldo. O traço francês na arquitetura do Recife: o Hospital Pedro IIHist. cienc. saude-Manguinhos, Dez 2011, vol.18, suppl.1

Melo Filho, Djalma Agripino de. Mangue, homens e caranguejos em Josué de Castro: significados e ressonâncias. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Ago 2003, vol.10, no.2

Resenha: Oliveira, Lucia Lippi. A vida cultural no RecifeHist. cienc. saude-Manguinhos, Dez 2008, vol.15, no.4
 

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