Exposição Plantas do Brasil Central resgata trabalho de Auguste Glaziou

Outubro/2015

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O Museu Nacional/UFRJ inaugura na próxima quinta-feira (22/10), às 15 horas, a exposição temporária Plantas do Brasil Central – Resgate histórico e herbário virtual de Auguste Glaziou.  O evento, promovido pelo Herbário e o Departamento de Botânica do Museu Nacional/UFRJ, contará com a conferência “Auguste Glaziou e os jardins na segunda metade do século XIX” do professor Carlos Terra, diretor da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ), e o lançamento do site http://glaziou.cria.org.br, que apresenta o herbário virtual de Auguste Glaziou.

O Herbário do Museu Nacional, o primeiro do país, foi fundado em 1831 por Ludwig Riedel. Dentre suas coleções, destaca-se a de Auguste François Marie Glaziou, paisagista e botânico francês do século XIX que ao longo do segundo reinado atraiu a atenção do Imperador Dom Pedro II, que, em 1858, o nomeou Diretor Geral de Matas e Jardins do Rio de Janeiro.

Glaziou foi o responsável pela reforma do primeiro parque carioca, o Passeio Público do Rio de Janeiro, reinaugurado em 1862. O naturalista também foi responsável pelos projetos dos jardins da Quinta da Boa Vista  em 1876 e do Campo de Santana, concluído em 1880. Durante o período de 1861 a 1897, empreendeu expedições científicas no Brasil para a coleta de espécimes vegetais nos quatro estados da Região Sudeste e em Goiás, na região aproximada do atual Distrito Federal. Tinha como objetivos principais a obtenção de espécies nativas de valor ornamental para seus projetos paisagísticos e ampliar o conhecimento científico sobre a flora nacional.

O paisagista distribuiu suas exsicatas entre vários herbários sendo seus maiores depositários o Museu Nacional e o Muséum National d’histoire Naturelle. Sua coleção, “Plantas do Brasil Central”, compreende 22.770 espécimes.  Na exposição Plantas do Brasil Central serão exibidas, entre outras, a exsicata número 1 coletada por Glaziou na restinga de Copacabana.

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Exsicata de Miconia chamissois coletada por Glaziou em 1877.

Para o desenvolvimento do projeto “O herbário Virtual de August Glaziou”, que fez parte do edital Reflora com a colaboração do CNPq, foi estabelecido o Acordo de Cooperação entre três instituições: o Museu Nacional/UFRJ (Rio de Janeiro, Brasil), o Muséum National d’histoire Naturelle (Paris, França) e o Centro de Referência e Informação Ambiental (Cria/São Paulo, Brasil). O projeto reuniu os dados repatriados, todas as informações presentes nas etiquetas das exsicatas, incluindo imagens em alta resolução dos espécimes coletados por Glaziou no Brasil e que se encontram depositados nos herbários dos dois museus. O projeto utiliza como plataforma a rede speciesLink, garantindo toda a funcionalidade desta rede aos usuários.

SERVIÇO

Exposição Plantas do Brasil Central – Resgate histórico e herbário virtual de Auguste Glaziou (exposição temporária)
Abertura: 22 de outubro de 2015 (quinta-feira)
Museu Nacional/UFRJ
Quinta da Boa Vista – Bairro Imperial de São Cristóvão – Rio de Janeiro
Aberto de terça a domingo das10 às 17 horas, e segundas das 12 às 17 horas
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Gratuidade: crianças até 5 anos e pessoas com deficiência
Telefone: 21 3938-1100
www.museunacional.ufrj.br

Fonte: Museu Nacional/UFRJ

Leia em HCS-Manguinhos:

Kobelinski, Michel. O inventário das curiosidades botânicas da Nouvelle France de Pierre-François-Xavier de Charlevoix (1744). Mar 2013, vol.20, no.1

Bovini, Massimo G. and Peixoto, Ariane Luna Ensino, pesquisa e extensão: o botânico Honório da Costa Monteiro Filho. Dez 2012, vol.19, no.4 

Maia, Moacir Rodrigo de Castro. Uma quinta portuguesa no interior do Brasil ou A saga do ilustrado dom frei Cipriano e o jardim do antigo palácio episcopal no final do século XVIII. Dez 2009, vol.16, no.4

Santos, Laura Carvalho dos. Antônio Moniz de Souza, o ‘Homem da Natureza Brasileira’: ciência e plantas medicinais no início do século XIX.  Dez 2008, vol.15, no.4

Azevedo, Nara, Cortes, Bianca Antunes and Sá, Magali Romero Um caminho para a ciência: a trajetória da botânica Leda Dau. 2008, vol.15

Bediaga, Begonha. Conciliar o útil ao agradável e fazer ciência: Jardim Botânico do Rio de Janeiro – 1808 a 1860. Dez 2007, vol.14, no.4

Sá, Magali Romero. O botânico e o mecenas:João Barbosa Rodrigues e a ciência no Brasil na segunda metade do século XIX. 2001, vol.8

Seaward, Mark R. D. Richard Spruce, botânico e desbravador da América do Sul.  Out 2000, vol.7, no.2

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