Eunice Nodari, doutora em história ambiental: ‘Não podemos controlar a chuva. Os desastres, sim’

Setembro/2014

Desmatamento na Amazônia. Foto de Antonio Cruz/Agência Brasil

Desmatamento na Amazônia. Foto de Antonio Cruz/Agência Brasil

Eunice Nodari, doutora em história ambiental, foi a entrevistada da coluna “Conte algo que eu não sei”, do jornal O Globo, em 4 de setembro. A professora da UFSC foi uma das palestrantes do Simpósio Diálogo em História Ambiental, que reuniu, no Rio, pesquisadores dos cinco países que compõem o Brics.
Ela explicou a importância desse novo campo de investigação:
“A história ambiental no Brasil é um campo novo. Começou a ganhar força na década de 1990, com forte influência dos Estados Unidos. Com isso, em 2001, enveredei minha carreira para pesquisas nessa área. Iniciamos com projetos sobre a história do desmatamento das florestas do Sul do Brasil, e avançamos para outros temas prementes relacionados ao meio ambiente. Logo conseguimos criar uma linha de pesquisa em Migrações e História Ambiental, no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi um trabalho pioneiro que vem dando ótimos resultados e, ainda, é um estímulo para outras universidades.”
Leia a entrevista completa no Globo Online
Leia em HCS-Manguinhos:
Barth e a ilha da Trindade, 1957-1959 artigo de Regina Horta Duarte e Güydo Campos Machado Marques Horta

Resumo:
Rudolf Barth participou de duas expedições científicas à ilha da Trindade, Brasil, em 1957 e 1959. Para comentar seus relatórios, este artigo narra a história dessa ilha, assim como o contexto nacional e mundial nos anos 1950. Barth alertou sobre as ameaças ambientais à ilha da Trindade, diagnosticou problemas e propôs soluções. Descreveu espécies endêmicas e invasoras. Consciente dos limites impostos por sua curta estada na ilha, defendeu a realização de investigações em épocas diversas do ano. Práticas científicas contemporâneas corroboram várias de suas análises. Desde fins dos anos 1950, a ilha da Trindade tem sido utilizada não só como metáfora dos desafios ambientais globais, mas também como ‘laboratório’ de ações conservacionistas.
Mais informações:
Site da Rede Brasileira de História Ambiental