Espécies do Oriente para a agricultura do Brasil colônia

Outubro/2017

No século XVII, Portugal perderia a maior parte de suas colônias do Indo-Pacífico para os holandeses, assim como a primazia do conhecimento ocidental sobre a natureza do Oriente. A agenda colonial portuguesa voltou-se para a América, e produzir especiarias no Brasil poderia ser uma maneira de fazer frente aos holandeses.

Em 1677, foram enviadas às colônias da América e da África sementes de gengibre, noz-moscada, cravo, canela e pimenta, assim como nativos de Goa para auxiliar no cultivo da canela na Bahia.
No final do século XVIII e início do XIX, Portugal empreendeu um grande esforço de reconhecimento científico da natureza de suas colônias, tendo patrocinado viagens de naturalistas ao Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde. A maior parte desse empenho concentrou-se no Brasil, principal colônia na época, mas mesmo áreas então desimportantes, como as colônias remanescentes do Oriente, também foram estudadas.

Goa recebeu a visita do naturalista baiano Manuel Galvão da Silva, interessado principalmente na mineralogia. Alguns integrantes da elite indo-portuguesa, como Francisco Luís de Meneses, também se dedicaram ao estudo da natureza regional, assim como funcionários da coroa foram instados a mandar para Lisboa exemplares da fauna e da flora do Oriente. O destino final de uma parte expressivas das mudas e sementes mandadas a Portugal era, na realidade, o Brasil, com o propósito de transformação do padrão agrícola da colônia. Os resultados, no entanto, não foram promissores.

O artigo “Plantas novas que os doutos não conhecem”: a exploração científica da natureza no Oriente português, 1768-1808, do historiador Magnus Roberto de Mello Pereira, do Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses/Universidade Federal do Paraná, trata da tentativa de estender ao Oriente a rede científica portuguesa e o processo de transplantação de espécies. Leia nesta edição de HCS-Manguinhos (vol. 24, no.3, jul./set. 2017).

 Leia em HCS-Manguinhos:

“Plantas novas que os doutos não conhecem”: a exploração científica da natureza no Oriente português, 1768-1808, artigo de Magnus Roberto de Mello Pereira (vol. 24, no.3, jul./set. 2017)

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Como citar este post:

Espécies do Oriente para a agricultura do Brasil colônia. Blog de História, Ciências, Saúde – Manguinhos, 2017. Publicado em 25 de outubro de 2017. Acesso em 25 de outubro de 2017. Disponível em http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/especies-do-oriente-para-a-agricultura-do-brasil-colonia

 

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