Editores de 'Humanas' trocam experiências em encontro do Scielo

Junho/2013

mesascielo Foi realizado em 17 de junho de 2013, no Auditório da Casa de Cultura Japonesa, no campus da Universidade de São Paulo, o Encontro de Editores de Ciências Humanas, promovido pela Scielo. Jaime Benchimol, editor da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, considerou o evento um sucesso e fez o seguinte relato: “Em minha avaliação, o encontro foi um sucesso. Os periódicos que integram a área de ciências humanas representam hoje parcela muito expressiva do Portal Scielo – chegam a 45% de seu acervo. Formam um universo heterogêneo até há pouco subrepresentado no comitê consultivo Scielo. A criação de um Comitê de Ciências Humanas em abril deste ano melhorou muito a avaliação dos periódicos que pleiteiam ingresso no Portal. O encontro foi uma oportunidade para os editores das áreas do conhecimento reunidas sob a rubrica ‘Humanas’ trocarem experiências e pontos de vista, especialmente no tocante à internacionalização, desafio hoje premente. Das discussões resultaram algumas deliberações concretas. Primeiro, ingressar coletivamente nas redes sociais, através de blog, talvez facebook e twitter orquestrados pela Scielo. A segunda deliberação diz respeito aos pareceres, problema crônico enfrentado pelos editores. Sugeriu-se que a Scielo providenciasse uma espécie de ‘boas práticas’ relacionadas a esta função vital para a comunicação científica. O trabalho do parecerista é subestimado enquanto prática profissional, no currículo Lattes, não obstante seja engrenagem essencial da internacionalização almejada pelo CNPq e por outras agências de fomento; é preciso persuadi-las a conceder maior valor, na avaliação de currículos e projetos, por exemplo, à realização de pareceres, para que os bons profissionais se sintam estimulados a conceder seu tempo e expertise a esta atividade pela qual são remunerados apenas simbolicamente. Boa parte dos editores presentes ao Encontro reconheceu a importância de os periódicos das ciências humanas investirem na versão para o inglês ou o espanhol dos artigos que veiculam (e que continuarão a veicular) no idioma nativo. A amplitude da internacionalização e o modo de implementá-la variam de periódico a periódico, e de área a área, e a publicação bi ou multilíngue não esgota a questão, que possui outras dimensões: a modelagem dos conselhos editoriais, uso de pareceristas externos, ajustes não apenas de idioma mas de estilo de comunicação, redes sociais etc. Foi no entanto apontada uma dificuldade séria enfrentada pelos periódicos de instituições públicas (universidades e institutos de pesquisa) que investem na versão de artigos para outros idiomas. É preciso encontrar meios para desatar as amarras burocráticas que dificultam muito o gasto de dinheiro público com traduções, uma atividade que necessariamente se repete, que não deve pautar-se pelo critério do menor preço, e sim de qualidade, e que com frequência ultrapassa o teto até o qual são dispensáveis as licitações. A última deliberação do Encontro foi o unânime repúdio à nova e absurda sistemática adotada pelo CNPq para conceder apoio financeiro aos periódicos: seus editores são agora forçados a retirar em dinheiro os valores que usam para pagar serviços como revisão, tradução, editoração etc. Nenhuma operação bancária de transferência pode ser feita. Tornaram-se enormes as dificuldades operacionais para fazer chegar o dinheiro vivo aos profissionais que prestam serviços assim como os riscos de segurança envolvidos em seu transporte.” De 22 a 25 de outubro, a Rede SciELO realizará, em São Paulo, uma conferência de comemoração pelos seus 15 anos, com a participação de autoridades e especialistas em pesquisa e comunicação científica . Saiba mais.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *