Edição ampliada de 'Um sertão chamado Brasil' será lançada em Brasília

A socióloga e vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, lança a edição ampliada de seu livro Um sertão chamado Brasil em 9 de abril, no Espaço Café, Ciência e Cultura da Fiocruz Brasília, às 15h30. Em seguida será realizado um bate-papo com a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) Mariza Veloso, sobre o capítulo Brasília: a capital do sertão. O capítulo sobre a construção de Brasília aborda as propostas para a mudança da capital desde o século 19, mas tem como foco as comissões para definição do sítio da capital nas décadas de 1940 e 1950. A programação conta ainda com sessão de autógrafos e show com os repentistas de Brasília Chico de Assis e João Santana. Na publicação, a escritora explica as razões da persistência e da ênfase com que a oposição entre o Brasil do litoral e o dos sertões foi abordada no pensamento social brasileiro, especialmente no período de 1850 a 1964. O tema é relacionado a duas explicações complementares. De um lado, à forma como os intelectuais percebem os caminhos da modernidade na sociedade brasileira, particularmente no que se refere às distâncias sociais e culturais. De outro, à forma como têm representado seu próprio lugar – o de exilados, ou “desterrados na própria terra”. A obra soma a um conjunto de investigações dedicadas a pensar as relações entre a formação das ciências sociais e o debate sobre a nacionalidade. Demonstra que, no caso brasileiro, a construção simbólica da nação apresentou como um dos seus eixos centrais o dualismo entre litoral e sertão, que esteve presente na reflexão de importantes intelectuais com Euclides da Cunha, Oliveira Vianna, Monteiro Lobato, Emilo Willems, Guerreiro Ramos, Florestan Fernandes e Antonio Cândido. A segunda edição do livro é ampliada e consta, além do texto original, prefácio com o título O avesso do moderno, em que a escritora discute alguns desdobramentos da obra publicada em 1999, e dois novos capítulos sobre viagens médicas e sobre a construção de Brasília. Biografia Desde 2006, Nísia Trindade Lima integra a equipe da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação, exercendo a atividade de editora científica da Editora Fiocruz. A convite do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, em março de 2011, assumiu a Vice-Presidência, para o gerenciamento estratégico das áreas de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz. Além disso, atua como pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e é professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde. A escritora publicou artigos científicos nos principais periódicos das áreas de ciências sociais, história e saúde pública, e os livros Um sertão chamado Brasil (Prêmio Melhor Tese de Sociologia – Iuperj 1998) e, em colaboração,Uma escola para a saúdeSaúde e democracia: história e perspectivas do SUSSaúde coletiva como compromisso: a trajetória da Abrasco; eAntropologia brasiliana: ciência e educação na obra de Edgard Roquette-Pinto. Serviço Lançamento do livro Um sertão chamado Brasil Bate-papo com a professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) Mariza Veloso, sessão de autógrafos e show com os repentistas de Brasília Chico de Assis e João Santana Data: 9 de abril Horário: a partir das 15h30 Local: Espaço Café, Ciência e Cultura da Fiocruz Brasília (localizada no campusda UnB) Evento gratuito e aberto ao público Leia mais em História, Ciências, Saúde – Manguinhos: Missões civilizatórias da República e interpretação do Brasil, no suplemento especial sobre Canudos (vol.5, 1998). Malária como doença e perspectiva cultural nas viagens de Carlos Chagas e Mário de Andrade à Amazônia  (v.20, n.3, jul.-set 2013) Leia no blog de HCS-Manguinhos: Malária, maleita, doença e desejo Nisia Trindade Lima e André Botelho discutem as visões do médico Carlos Chagas e do poeta Mario de Andrade sobre a moléstia.

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