Ciência romântica nas fronteiras da objetividade

Novembro/2017

Ilustração da folha de rosto da Encyclopédie, por Benoît Louis Prévost, 1772.

A ciência é geralmente conhecida por sua dimensão racional, que não leva em consideração a subjetividade dos cientistas. No entanto, a chamada ciência romântica – uma contra-corrente de pensamento que ganhou adeptos entre o final do século XVIII e o início do século XIX – argumenta ser possível produzir ciência a partir de uma sistematização objetiva da experiência subjetiva. No artigo Negociando fronteiras: Encyclopédie, romantismo e a construção da ciência (vol.24 no.3 jul/set 2017), Marcelo Fetz, da Universidade Federal do Espírito Santo, explora diferentes formas de relacionamento entre arte, literatura e ciência na experiência científica na Encyclopédie, publicada na França no século XVIII, e na ciência romântica. A partir dos escritos de E. Darwin, W. Wordsworth, Novalis, Goethe e A. Humboldt, Fetz argumenta que a separação entre o que é reconhecido como ciência e o que é reconhecido como arte é o produto de um amplo conjunto de negociações sociais para legitimar certas formas de ver o mundo. O texto está disponível em inglês. Leia em HCS-Manguinhos: Negociando fronteiras: Encyclopédie, romantismo e a construção da ciência, artigo de Marcelo Fetz (vol.24 no.3 jul/set 2017)

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