Casa de Rui inaugura no Rio exposição 'A Abolição e seus registros na vida privada II'

 Maio/2015

Rio de Janeiro, 09.11.1890 Diploma concedido a Rui Barbosa pelo comandante do quilombo do Leblon, José de Seixas Magalhães. RB-RBMF 5/7 (452)

Diploma concedido a Rui Barbosa pelo comandante do quilombo do Leblon, José de Seixas Magalhães. Rio de Janeiro, 09.11.1890 / Divulgação-FCRB. Clique para aumentar

A Fundação Casa de Rui Barbosa inaugura nesta terça-feira, 12 de maio, a exposição “A Abolição e seus registros na vida privada II”. Até o dia 9 de julho o público poderá ter acesso aos arquivos de Rui Barbosa e da Família Barbosa de Oliveira que registram os movimentos pelo fim da escravidão e seu impacto na sociedade brasileira depois de maio de 1888. Em 2014 foi realizada a primeira edição da mostra “A Abolição e seus registros na vida privada”, com documentos que retratavam a perspectiva abolicionista. Uma vez que os documentos não se esgotaram e a recepção do público foi boa, a exposição volta com sua segunda edição em 2015. Foram selecionados documentos do período de 1871 a 1896 que mostram os desdobramentos da lei de 13 de maio; sua repercussão na sociedade; a questão da educação para os filhos de ex-escravos; as comemorações pela liberdade dos escravos em 13 de maio de 1888 (Lei Áurea); a demanda de indenização por parte dos ex-proprietários de escravos e as medidas tomadas em relação a essa discussão; a queima de documentos; o papel de Rui Barbosa na causa abolicionista; o lamento de ex-proprietário de escravos por não tê-los vendido antes de sua libertação e a atuação dos grupos abolicionistas. A mostra também apresenta imagens de alguns dos principais abolicionistas.
Menu de jantar oferecido pela Confederação Abolicionista, em homenagem à libertação dos escravos do Amazonas e aos deputados que apoiaram a causa abolicionista. Sem local, 19.08.1884. Divulgação / FCRB

Menu de jantar oferecido pela Confederação Abolicionista, em homenagem à libertação dos escravos do Amazonas e aos deputados que apoiaram a causa abolicionista.
Sem local, 19.08.1884. Divulgação / FCRB. Clique para aumentar

Desde 2011 o Serviço de Arquivo Histórico e Institucional realiza exposições ligadas à temática da escravidão negra e sua abolição no Brasil. As cartas manuscritas, declarações, diplomas e fotos podem ser vistos de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. Toda última terça-feira do mês o museu fica aberto para visitação das 9h às 20h, e a última entrada é 45 minutos antes do fechamento. O ingresso custa R$2. Menores de 10 anos e maiores de 65 não pagam. As domingos, entrada franca. Mais informações (21) 3289-8671. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa Leia no blog de HCS-Manguinhos: Fundação Casa de Rui Barbosa traduzirá site sobre viagens de navios negreiros Banco de dados da Universidade de Emory (EUA), que reúne 35 mil registros, terá versão em português. Leia em HCS-Manguinhos: Calvo-González, Elena. Sobre escravos e genes: “origens” e “processos” nos estudos da genética sobre a população brasileiraHist. cienc. saude-Manguinhos, Dez 2014, vol.21, no.4, p.1113-1129. ISSN 0104-5970 Suplemento Saúde e Escravidão (vol.19  supl.1 dez. 2012) Treze artigos do suplemento temático revelam como viviam, adoeciam, eram curados ou morriam os escravos e libertos no Brasil.

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