Câncer infantojuvenil é tema do Dia Mundial do Câncer de 2017

Fevereiro/2017

Criado em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), o Dia Mundial do Câncer é celebrado em 4 de fevereiro e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, que mata 8,3 milhões de pessoas por ano no mundo.

O tema escolhido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para a campanha de 2017 é o câncer infantojuvenil, principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes no Brasil. A campanha alerta a população sobre os sinais e sintomas e a importância do diagnóstico precoce. Cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

O Inca estima a ocorrência de 12.600 novos casos de câncer na faixa etária de zero a 19 anos em 2017. O câncer infantojuvenil engloba, na verdade, vários tipos de câncer. As leucemias representam o maior percentual de incidência (26%) nessa faixa etária, seguida dos linfomas (14%) e tumores do sistema nervoso central (SNC) (13%).

A campanha segue o conceito “Nós podemos. Eu posso”, escolhido pela UICC para o período de 2016-2018, que pretende mostrar como todos – em grupo ou individualmente – podem fazer a sua parte para reduzir o impacto do câncer no mundo. Saiba mais no site do Inca.

Leia no Blog de HCS-Manguinhos:

Inca: oitenta anos de luta contra o câncer
Há exatos 80 anos, um médico idealista, imbuído da ideia de controlar a doença no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, deu início à construção do primeiro centro especializado no Brasil. Artigo de Luiz Antonio Teixeira especial para o Blog de HCS-Manguinhos

Inca lança a ‘Estimativa 2016 de incidência de câncer no Brasil’
No Dia Mundial contra o Câncer, governo divulga campanha “Nós podemos. Eu posso” e ONU enfatiza a necessidade de controle do câncer de colo de útero

Vacina contra HPV para meninos: boa notícia traz dúvidas e questões
Para o pesquisador Luiz Antonio Teixeira, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, a notícia é boa, mas deve ser analisada sob vários aspectos

Artigo destaca o pioneirismo do Instituto de Ginecologia do Rio de Janeiro no controle do câncer do colo do útero no Brasil
Vanessa Lana conta como as ações de controle começaram a ser estruturadas após o médico Arnaldo de Moraes assumir a cátedra de ginecologia em 1936

Artigo discute a persistência do câncer de colo de útero no Brasil
Quanto menos estudo, maior o risco, explica Luiz Antonio Teixeira

História do Câncer – atores, cenários e políticas públicas, entrevista com Luiz Antonio Teixeira, coordenador do projeto História do Câncer – Casa de Oswaldo Cruz

Site do projeto História do Câncer – atores, cenários e políticas públicas

Leia em HCS-Manguinhos:

Câncer no século XX: ciência, saúde e sociedade, diversos artigos compõem suplemento especial de HCS-Manguinhos (vol. 17, supl. 1, jul. 2010)

Organização da especialidade médica e controle do câncer do colo do útero no Brasil: o Instituto de Ginecologia do Rio de Janeiro em meados do século XX, artigo de Vanessa Lana (vol.23, no.3, set 2016)

Dos gabinetes de ginecologia às campanhas de rastreamento: a trajetória da prevenção ao câncer de colo do útero no Brasil, artigo de Luiz Antonio Teixeira (vol.22 no.1 jan./mar. 2015).

Instituto de Radium de Minas Gerais: vanguarda da radioterapia no Brasil, 1923-1935, artigo de Ethel Mizrahy Cuperschmid e Maria do Carmo Salazar Martins (vol.21, no.4, dez 2014)

La conformación del cáncer como objeto científico y problema sanitario en la Argentina: discursos, prácticas experimentales e iniciativas institucionales, 1903-1922, artigo de José D. Buschini (vol.21, no.2, jun 2014)

Entre a teoria parasitária e a oncologia experimental: uma proposta de sistematização da ciência oncológica em Portugal, 1889-1945. Artigo de Rui Manuel Pinto Costa (vol. 19, no.2, jun 2012)

Da antiga sede da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) ao atual Instituto Nacional do Câncer (Inca). Artigo de Benedito Tadeu de Oliveira (vol.14, no.1, mar 2007) 

 

 

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