Artigo discute psicanálise e sociologia do consumo na Itália nos anos 1960

Dezembro/2017

O sociólogo italiano Francesco Alberoni

Durante os anos 1960, a psicanálise experimentou uma expansão notável na Itália. Por um lado, observou-se um entusiasmo que permeou a cultura de massas: a imprensa reservava espaços para conselhos sobre a vida íntima em linguagem “psi” e muitos psicanalistas eram convocados para dar opinião sobre diferentes temas e problemas da vida contemporânea. Por outro lado, isso contrastava com o escasso desenvolvimento psicanalítico das “disciplinas psi”, pois o mundo acadêmico e profissional mantinha-se relutante à psicanálise. No artigo Uma particularidade italiana? Psicanálise, modernização e sociologia do consumo na Itália dos anos 1960, o pesquisador Mauro Pasqualini, do Centro de Investigaciones Sociales do Instituto de Desarrollo Económico y Social, Argentina, discute o caso do sociólogo Francesco Alberoni e examina o impacto das teorias de Melanie Klein para entender o comportamento dos consumidores. De acordo com Pasqualini, os escritos de Alberoni no início dos anos 1960 são relevantes por duas razões: primeiro, porque mostram como na Itália dos anos 1960 existiu uma esfera de circulação e recepção da psicanálise unida à sociologia do consumo e, mais exatamente, ao marketing; segundo, porque ajudaram a abrir espaços institucionais para a psicanálise. “Alberoni navegava em dois mundos raramente vinculados na Itália: o corporativo e o acadêmico”, explica. Leia em HCS-Manguinhos: Uma particularidade italiana? Psicanálise, modernização e sociologia do consumo na Itália dos anos 1960, artigo de Mauro Pasqualini (vol.24, supl.1, 2017) Acesse o sumário do suplemento ‘Culturas psi”

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