‘Após o fim da doença’: conferência será realizada em maio de 2016 em Londres

Outubro/2015

Epidemia de cólera nos EUA em 1873. Xilogravura de John Maynard Woodworth. Acessível em https://www.nlm.nih.gov/exhibition/cholera/images.html

Epidemia de cólera nos EUA em 1873. Xilogravura de John Maynard Woodworth. Clique para mais.

Como estados, sociedades e organizações internacionais se preparam para o fim de uma doença? Será que se preparam mesmo? O que acontece com a própria doença após o seu fim? Quais as conseqüências de doenças epidêmicas após o fim da epidemia? O que acontece quando uma doença volta? Quem e quando decide que uma doença acabou? Onde e para quem as doenças acabam e quem é excluído ou esquecido? Como o ato de determinar o “fim” de uma epidemia afeta os envolvidos: os que temem, os que se preparam, os que curam, os que sobrevivem? O que acontece se o fim de uma doença não chega?
Estes e outros questionamentos estarão em debate na conferência “Após o fim da doença” (After the end of disease), que será realizada em 26 e 27 de maio em Londres, Inglaterra. O prazo para envio de resumos com até 300 palavras é 1 de dezembro de 2015.
Mais informações:
Dora Vargha
Postdoctoral Research Fellow
The Reluctant Internationalists
Department of History, Classics and Archaeology
Birkbeck College, University of London
www.bbk.ac.uk/reluctantinternationalists/call-for-papers-after-the-end-of-disease-conference/
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As epidemias nas notícias em Portugal: cólera, peste, tifo, gripe e varíola, 1854-1918. , artigo de Maria Antónia Pires de Almeida (vol.21, no.2, jun 2014)
‘Formidável contágio’:epidemias, trabalho e recrutamento na Amazônia colonial (1660-1750), artigo de Rafael Chambouleyron et al. (vol.18, n.4, dez 2011)
Los museos latinoamericanos de ciencia y la equidad, artigo de JuliaTagüeña (vol.12, 2005)
A gripe espanhola em Salvador, 1918: cidade de becos e cortiços. Christiane Maria Cruz de Souza (vol.12, n.1, abr 2005)
 

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