Almas delirantes, 1925: a poética da psique humana

Junho/2018

Reprodução de caricatura publicada na obra Almas Delirantes, de Luís Cebola, 1925

A Primeira Guerra Mundial deixou perturbações psíquicas em muitos militares portugueses que serviram no conflito. Estes pacientes eram recebidos e tratados na Casa de Saúde do Telhal, em Sintra, uma das instituições de maior relevo para o desenvolvimento da psiquiatria como especialidade clínica.

Luís Cebola (1876-1967), diretor clínico do hospital psiquiátrico a partir de 1911, publicou em 1925 a obra Almas delirantes, onde apresentava diversas psicopatologias não de um ponto de vista médico-científico, mas elaborando retratos metafóricos e líricos.

A percepção que tinha sobre os doentes ultrapassava a de objetos de estudo científico, constituindo um processo de identificação, empatia e compaixão.

Cebola definia os estados psicopatológicos por oposição à normalidade, salientando que estas doenças poderiam surgir em qualquer indivíduo, o que era também um aviso aos leitores.

No livro, o autor divulga o Museu da Loucura, que criara na Casa de Saúde do Telhal, e a arte dos seus pacientes, colocando-se assim na posição de mensageiro entre o universo fechado do hospital psiquiátrico e a sociedade portuguesa.

Leia em HCS-Manguinhos:

Almas delirantes (1925) por Luís Cebola: a poética da psique humana e o médico como mediador entre o universo da doença mental e a sociedade, artigo de Denise Pereira (vol.25, n.1, jan./mar. 2018)

Baixe a tese de doutorado de Denise Pereira

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Como citar este post:

Almas delirantes, 1925: a poética da psique humana. Blog da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, 2018. Publicado em 1 de junho de 2018. Acesso em 1 de junho de 2018. Disponível em  www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/almas-delirantes-1925-a-poetica-da-psique-humana

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