Aberta a submissão de trabalhos para o LASA 2014 / Democracia e Memória

Julho/2013

home_congressbannerXXXII Congresso Internacional da Associação de Estudos Latino-Americanos A 11 de setembro de 2013 se assinala o quadragésimo aniversário do violento golpe que derrubou um regime democrático longamente existente no Chile. Este país não esteve sozinho na experiência de um governo militar repressivo. Na verdade, durante os anos 60 e 70, as democracias da Argentina, Uruguai e Brasil foram substituídas por governos militares. Além disso, durante esse período, e prolongando-se até aos anos 90, regimes autoritários se mantiveram no poder em numerosos outros países – entre os quais México, Guatemala, El Salvador, Panamá, Peru e Paraguai. Muitos desses regimes autoritários usaram sistematicamente a violência, a repressão, os desaparecimentos e o medo para suprimir a resistência, os protestos e os direitos humanos. Perseguiram os inimigos do estado de forma alargada e usaram o exílio, a tortura e as execuções como instrumentos de poder do estado. A resistência à repressão estava também generalizada.
  • No início dos anos 80, os processos de governo democráticos foram restabelecidos por toda a América Latina, e novas Constituições foram escritas e instituídas, contra um pano de fundo de memórias públicas de experiências políticas de repressão e de injustiça, muitas delas construídas durante anos de regime autoritário. Hoje, passou já tempo suficiente para que os acadêmicos avaliem as consequências a longo prazo da memória coletiva e do desenvolvimento institucional e para que reflitam sobre uma série de grandes questões:
  • Esse passado, formado por memórias coletivas que são elas mesmas construídas de narrativas, experiências partilhadas e interpretações da vida cotidiana, bem como de violência, repressão e resistência, afetará a forma como as novas instituições são discutidas, concebidas e desenvolvidas?
  • A experiência coletiva da violência e da opressão contribuirá significativamente para o emprenho coletivo nas «novas regras do jogo» que se espera que resultem numa participação política generalizada, numa resolução pacífica dos conflitos e na geração de consensos acerca das linhas gerais das políticas públicas?
  • Quais são as tensões persistentes e os conflitos que resultam das memórias coletivas dos passados políticos?
  • Como as visões antagônicas do passado deram forma ao reconhecimento público dos eventos históricos através da arte, dos museus, dos espaços públicos e dos currículos escolares?
  • Como sobrevivem as memórias coletivas e como são transmitidas entre gerações?
  • Qual é a obrigação das gerações atuais e futuras de honrar as lutas do passado e de se envolverem em conflitos e discussões sobre diferentes interpretações do passado?
Para maiores informações visite: http://lasa.international.pitt.edu/por/congress/

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