A violência contra negros através dos séculos

Novembro/2018

Segundo o Atlas da Violência de 2018, 71,5% das pessoas assassinadas no país por ano são pretas ou pardas. Entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios entre a população negra aumentou em 23,1%, enquanto entre os não negros caiu 6,8%. Leia na Nexo: O que é ser antirracista? Estes 4 ativistas respondem, por Estêvão Bertoni.

Em HCS-Manguinhos, no suplemento Como viviam e morriam os escravos no Brasil? (vol.19 supl.1 dez. 2012), Flávio Gomes publicou o artigo A demografia atlântica dos africanos no Rio de Janeiro, séculos XVII, XVIII e XIX: algumas configurações a partir dos registros eclesiásticos, que destaca os registros eclesiásticos de óbitos, casamentos e batizados. Variados registros históricos permitem analisar padrões sociodemográficos, como idade, ocupação, parentesco, doença, sexo e preço dos escravos ao longo dos séculos.

Leia também em HCS-Manguinhos:

Fronteira, cana e tráfico: escravidão, doenças e mortes em Capivari, SP, 1821-1869, artigo de Carlos A. M. Lima (vol.22, no.3, jul./set. 2015).
Relatos de Luís Gomes Ferreira sobre a saúde dos escravos na obra Erário mineral (1735), artigo de Alisson Eugênio (vol.22, n.3, jul./set. 2015)
Sobre escravos e genes: “origens” e “processos” nos estudos da genética sobre a população brasileira. Artigo de Elena Calvo-González (vol.21, no.4, dez 2014)
Uma morfologia dos quilombos nas Américas, séculos XVI-XIX, artigo de Manolo Florentino e Márcia Amantino (vol.19, supl.1, dez. 2012)

Dossiê: Raça, Genética, Identidades e Saúde (v.12 n.2 maio/ago. 2005)

Leia no Blog de HCS-Manguinhos:

Enfermagem dava mobilidade social a mulheres negras em meados do século XX
Projeto coordenado por Luiz Otávio Ferreira estudou 934 prontuários de três escolas num período de 40 anos
Escravidão, doença e morte ontem e hoje no Brasil
Em 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida, mas nem por isso acabou
Escravos, maiores vítimas de cólera
Registros de dois cemitérios públicos do Rio de Janeiro evidenciam o viés social do cólera. No pico da epidemia, entre 1855 e 1856, a mortalidade escrava foi bem maior do que a de pessoas livres
Declínio do tétano: mistério revelado
Doença que vitimava principalmente escravos e recém-nascidos já estava em declínio no Brasil antes das campanhas das autoridades sanitárias. O americano Ian Read investigou por quê
A história da África é vista com preconceito
Em entrevista à revista História Viva, Alberto da Costa e Silva, especialista brasileiro em história da África, diz temer que conhecimento sobre o continente fique limitado a um gueto
A herança escravista no trabalho doméstico
Livro investiga o trabalho doméstico no período entre 1880 e 1920, na cidade de São Paulo. A atividade preservou vestígios da escravidão que se mantiveram até os dias atuais
‘O x da questão não está na reação do jogador, mas no teor da campanha’
Para Clícea Maria Miranda, associação do negro com animalização e a irracionalidade está cristalizada
Macacos não jogam futebol
Ricardo Waizbort inocenta Darwin de acusações de racismo: ele defendia que todas as “raças” humanas faziam parte de uma mesma espécie e compartilhavam de um ancestral comum primata
Imagens da escravidão
Fotografias do acervo Instituto Moreira Salles
Lei que criminaliza o racismo completa 25 anos
Lei determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito racial. Apesar da mudança na lei, os negros ainda enfrentam situação de discriminação no Brasil
Zona portuária carioca é o mais importante sítio arqueológico da diáspora africana no mundo
Durante as obras do Porto, em 2011, foi descoberto o sítio arqueológico do Cais da Imperatriz
Inventário dos lugares de memória do tráfico de escravos está online
Estudo é resultado de parceria entre o Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense e o Projeto ‘Rota dos Escravos’, da Unesco
“Brasil é um país de colonização mais africana do que europeia”, diz historiador
Segundo Luiz Felipe de Alencastro, o país recebeu quantidade de africanos oito vezes maior que portugueses até 1850
Historiadores traduzem única autobiografia escrita por ex-escravo que viveu no Brasil
Mahommah Gardo Baquaqua, nascido no Norte da África no início do século XIX, trabalhou no país antes de fugir em Nova York
Obra de 1735 revela mazelas dos escravos em Minas Gerais
Alisson Eugênio estudou o Erário Mineral, escrito por Luís Gomes Ferreira. Leia em HCS-Manguinhos

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